domingo, 16 de março de 2008

Libertas quae sera tamen

Para duas clarissas.



Mariana, liberta.

Dê tua chave, teu amor

Segue teu caminho

pelo mar de Mariana

Que os olhos de Cecília, cegos

percebam tua sina

amem mais que a si próprios

asas abertas para o condor

abre para tua América

tua África

de amores, de trilhas

de atabaques e quilombos

de sinais

de olhos e amores

que as paredes do claustro

as arcadas do claustro

que a vida devolva asas

através de sua pala

teu hábito celestial

de menina

de mulher

de filha e amante.

A fonte do claustro jorra

ela clama

sabe todas as cruzes

os sinos

os ofícios de ser mar

de amar Mariana.

Vá, menina. Perdoe e ame,

siga em frente e sempre

pelos olhos cegos de Cecília.



(Ruy Jobim Neto)




2 comentários:

Femme disse...

Lindo!!!!

Ruy, sou muito sua fã....

Beijos com saudade.
Patrícia Claudia

Walmir disse...

lindo poema, linda foto. Vida longa para esta boa arte.
Paz e bom humor sempre, querido Ruy.
Walmir
http://walmir.carvalho.zip.net